Clean Girl: quem responde à estética de "garota limpinha"?
Escrito por Escrito por Psicóloga Nárrina Gabrieli Ramos Pereira CRP 06/159448 e Psicóloga Natália Aparecida da Silva CRP 06/144439
Publicado em 28 Sep, 2025
A fantástica Sofia Favero em seu “Psicologia Suja” nos conta análises primorosas sobre o que entendemos, socialmente, por limpo ou sujo. Ali, a autora vai afrontar a cisgeneridade entre outras perspectivas hegemônicas de dominação.
E depois do meme “Clean Girl é o caral#o, eu sou latina”, ficou nítida a possibilidade de crítica, né?
A gente comunica o tempo todo e nossas escolhas estéticas são meios para isso também. A forma como eu tento parecer diz da minha perspectiva de mundo e das minhas intenções.
Você já se perguntou porque “itens de decoração com cara de rica na shopee” viralizam com tanta frequência?
Muitas vezes a gente vai só reproduzindo e usando o que está disponível e mais comum no momento, mas há possibilidade de escolha em parecer ou não parecer algo.
Sempre que possível faça o exercício de se perguntar porque você quer parecer aquilo, não existem respostas certas, melhores ou piores, a intenção é a autopercepção, o reconhecimento que é necessário pra a gente operar no mundo de forma consciente, menos alienada se possível.
Da cinzificação das casas, o painel ripado e a roupa “clean” que não quer mais dizer básica, simples e menos elaborada mas sim homogêneo, indiferente, cansado e ultraprocessado.
Matar a ideia de diversidade é também uma ferramenta ideológica de controle.
Imagem de @rabisclara